A plenitude dos Tempos

A PLENITUDE DO TEMPO
Por Taise Marques

 “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção  de filhos. (Gálatas 4.4,5).

Em primeiro lugar é necessário entendermos o significado da palavra pelintude, que é derivado de pleno, ou seja, completo,  cumprido, assim plenitude do tempo é tempo completo ou tempo cumprido,  como disse Jesus: o tempo está cumprido. Marcos 1:15. 

Esse cumprimento do tempo ou plenitude do tempo se deu  ao terminar as sessenta e nove semanas determinadas por Deus pata trazer o Messias, o Cristo à terra para salvar a humanidade e, revelada a Daniel, a qual está registrada no capítulo 9: 25. 

"Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos."

Havendo o senhor apontado certo tempo para enviar o Seu Filho ao mundo, revelou-o a Daniel, quando do início da contagem regressiva para este acontecimento que levaria ainda em média IV séculos. Contagem esta, marcada a partir da ordem para restaurar e edificar Jerusalém (Dn. 9.25; Esd.7:11-26) que duraria sete semanas ou 49 anos, posto que uma semana equivale a sete anos. Depois da restauração de Jerusalém, mais sessenta e duas semanas até o Messias, totalizando sessenta e nove semanas ou 483 anos para a vinda do Messias. 

Quando Daniel recebeu esta revelação,  Israel estava distante de sua pátria, sob o cativeiro babilônico, há setenta anos. Sendo aquele, o período do peito e braços de prata que representava o império medo-persa que Deus revelou a Daniel pelo sonho de Nabucodonosor (Dn.2. 32b, 39), cuja cabeça de ouro era o próprio, com o Império babilônico que ja tinha passado. Faltavam ainda mais dois impérios para a vinda do Messias: O império greco-Macedônico e o império romano, os quais inconscientemente, mas conduzidos por Deus, dariam suas contribuições no preparo do mundo para receber o Filho de Deus. 

O mundo antigo era totalmente fragmentado territorial e politicamente, as relações internacionais difíceis, ou até mesmo impossíveis, pois as nações eram inimigas umas das outras, a agressividade no trato era o guia mestre de cada nação. A rivalidade, as guerras, os diversos idiomas, as muralhas que os individualizavam e a falta de estradas serviam de barreiras que impossibilitavam a comunicação e a transição de um território para o outro. 

Deus precisava preparar o mundo para que o Evangelho, as boas novas da Salvação pudesse ser espalhada por todos os povos, por todas as nações. "E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações e então virá o fim." ( MT 24:14). Porque Deus amou o mundo e por isso quer que todos cheguem ao conhecimento da verdade. Assim iniciou essa preparação com o estabelecimento dos impérios que reuniu diversas nações em um só poderio. Inicialmente o imperio babilônico. 

O império grego dominado por Alexandre Magno e representado na estátua como o ventre e as coxas de bronze, contribuiu ao tornar a língua grega obrigatória nos documentos do governo e nas escolas de todo o território conquistado em 333 a.C., tempo suficiente para que todo o império não só aprendesse, mas dominasse o grego. Mesmo depois da queda deste império que foi substituído pelo romano, a língua grega continuou a ser universal. Não obstante,  o Novo  Testamento ser escrito na lingua grega.

O império romano, por sua vez, representado na estátua pelas pernas de ferro contribuiu com as construções de estradas e pontes que ligava todo o império facilitando o deslocamento de uma cidade para outra, e promovendo a Pax Romana (Paz Romana), através dos seus exércitos garantindo com isso a segurança nas estradas.

Por outro lado, o mundo antigo era muito religioso e todo acontecimento em suas vidas eram atribuídos aos deuses, assim, o fato de terem sidos conquistados por Roma levou os povos a decepcionarem-se com seus deuses que não os protegeram. Nesse sentido, os povos encontravam-se vazios espiritualmente, em busca de um Deus em quem pudessem confiar, apesar das muitas religiões existentes na época.

O cenário do mundo estava pronto, para receber o seu Salvador: O estabelecimento dos impérios pôs fim a rivalidade das nações  entre si e as barreiras das muralhas que impediam o livre tráfego dos povos.  A língua grega universal favoreceu a propagação do Evangelho, as muitas estradas e pontes romanas possibilitou o livre deslocamento para esta propagação e os corações vazios, desesperançosos estavam abertos para receber o Evangelho de Cristo. 

Os 483 anos já tinham se passado, o tempo estava cumprido, conforme o próprio Jesus declarou quando iniciou seu ministério “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo” (Mc 1:15), as sessenta e nove semanas tinham se completado. Havia chegado a plenitude dos tempos. Havia então chegado o momento de Deus enviar Seu Filho ao mundo.

 “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção  de filhos. (Gálatas 4.4,5).


REFERÊNCIAS:

__ Bíblia de Estudo Pentecostal. Tradução João Ferreira de Almeida. Edição Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD. 1995.

__ CAIRNS, Earle E. O Cristianismo através dos séculos: Uma História da Igreja Cristã. 2ª Ed. São Paulo: Vida Nova. 1995.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog